UX é modinha?

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Quem ainda não ouviu falar em UX, ou no design focado na experiencia, deve estar trabalhando no design dos Anéis de Saturno, ou algo ainda mais longe do nosso planeta. São termos muito mencionados em blogs, sites, mini-cursos e palestras. Palavras que, dependendo da ênfase com que são ditas dentro do contexto da atuação do designer, parecem sugerir como função do designer projetar a própria experiencia.

É bem verdade que o bom design, além de solucionar problemas, gera uma boa experiência. Mas daí a concluir e pregar que a função do design é criar a experiência, é sinal de perda do foco. O tal do UX já até se tornou uma profissão, uma “área”. As pessoas perguntam “como começo na área de UX?” Eu deveria responder: comece sendo um designer.

Porque é isso. UX não é uma área nova do design. UX é o resultado do design.

Que tipo de experiência esse projeto tenta criar?

Que tipo de experiência esse projeto tenta criar?

User Experience é um termo que vem perdendo o real sentido, chegando às raias da vulgaridade. Mas isso é esperado em uma época em que o próprio conceito de design está sendo diluido e qualquer um que “mexe no Photoshop” se nomeia designer (mas isso é assunto para outro post).

Donald Norman (se você não o conhece, nem deveria estar procurando atuar na “área de UX”) disse anos depois de ter criado o termo User Experience:

“Eu inventei o termo, porque eu pensei que interface humana e usabilidade eram muito restritos. Eu queria cobrir todos os aspectos da experiência da pessoa com o sistema, incluindo gráficos de desenho industrial, a interface, a interação física e o manual. Desde então, o termo se espalhou amplamente, tanto que ele está começando a perder o seu significado.” (grifos meus)

Percebam que Norman inventou o termo para agrupar e se referir a um conjunto de disciplinas que já existiam. Isso significa que UX não é uma novidade, não é uma nova modalidade, muito menos uma profissão. É uma palavra para denominar um conjunto de deveres do designer.

É hora de parar de absorver tanto conhecimento e “modismos” de palestras de meia hora e questionar tudo o que vem como verdades absolutas. A primeira grande questão que não é refletida é:

O que é uma boa experiência?

Quando se fala de Experiencia de Usuário, o público já faz uma série de suposições sobre o significado dessa expressão. O resultado é que a maioria associa Experiência com facilidade em lidar com uma interface, navegação bem projetada, boa arquitetura de informação, usabilidade, acessibilidade, por aí vai. São questões técnicas; importantes, sim, para o design, porém, não se aproximam muito do lado humano do design quanto se imagina. É funcionalismo, e já estamos um pouco à frente desse paradigma do sec XX.

Onde fica a sensação que as formas, cores, texturas e odores proporcionam? Ou talvez os benefícios do uso? Onde entra o design emocional na Experiência do Usuário? Existem sites totalmente funcionais, que resolvem o problema do seu público, tem boa usabilidade, mas tem uma interface sofrível. Existem outros com bela aparência, cores e bons efeitos de interação, mas que não agregam nenhum valor em sua função. Um cliente pode valorizar um ou outro desses aspectos, mas cabe ao designer se preocupar com todos eles.

Que tipo de experiência esse projeto tenta criar?

Que tipo de experiência esse projeto tenta criar?

Então é possível projetar uma boa UX?

Uma boa abordagem sobre UX irá considerar uma boa ou a totalidade das aplicações do design descritas acima, ou mais. Afinal, UX é um apanhado de tudo o que um designer precisa pensar para seu projeto não ser desagradável e, quem sabe, ser o favorito do seu gênero entre os usuários. Meu questionamento  é quanto a validade do termo como ele é usado hoje.

Comparo aqui o design com literatura, que agrega valor de acordo com o efeito causado na psique do leitor. É a experiencia de ler que TALVEZ cause um grande impacto e mude pessoas. Mas você não escreve uma experiência, isso é impossível. Você escreve usando recursos linguisticos diversos, escolha correta de palavras, estilo e estrutura de frases a fim de transmitir algo. A experiência vai depender da capacidade do leitor de abstrair, das experiencias que ele já teve com o assunto abordado e com as metáforas utilizadas, com a vivência com o proprio idioma. Vai depender do esforço mental. Além disso, interfere nessa experiência de leitura o projeto gráfico, o tipo e a gramatura do papel, a tipografia, até mesmo o cheiro de papel novo que tantos amam.

A experiência de ler depende de inúmeros fatores que fazem com que seja uma vivência única para cada leitor. Não se pode juntar um recém-alfabetizado, um estudante de ensino médio e um formado em letras e esperar de ambos a mesma reação, aprendizado e experiência ao ler Borges, Machado ou Clarice.

Que tipo de experiência esse projeto tenta criar?

Que tipo de experiência esse projeto tenta criar?

Da mesma forma, é impossível projetar um design, por mais cuidadoso e “intuitivo” que seja (já não acredito que algo possa ser realmente intuitivo e já li autores confirmando essa suspeita, mas isso também é assunto para outro post), sem esperar reações diversas, experiências diferentes, e curvas de aprendizagem diversas dependendo de vários fatores históricos de cada usuário.

Uma questão técnica e mercadológica

Acredito que essa onda terminológica e conceitual seja algo mercadológico e passageiro. O mercado adora velhas novidades, vestidas de nomes atraentes para lotar palestras, cursos, seminários e currículos, além de ajudar a instigar concorrencia e filtrar candidatos a vagas de emprego. E UX será logo substituído por outra coisa em pouco tempo.

Também creio que o UX se tornou uma questão muito mais técnica do que de sensibilidade para com o usuário. Embora possamos, com muita pesquisa e estudo, nos aproximar de um design que possibilite uma excelente experiencia, temos que levar em consideração que cada cabeça é uma sentença. Cada um interpreta botões, cores, proporções, contrastes, fontes de forma diferente.

Nosso papel não é projetar experiência, mas sim oferecer condições para que uma boa experiência seja construida no intelecto do usuário. A partir de um certo ponto da interação, isso dependerá mais dele e de suas experiencias anteriores com o mundo, do que de nós. Afinal, quem pensamos que somos para ditar como será a experiencia de alguem com determinado produto? Não estamos sendo presunçosos demais ao achar que controlamos o comportamento de alguém e a forma como usam qualquer produto?

Você tentando controlar a experiência do usuário

Você tentando controlar a experiência do usuário

Tudo isso me lembra Jung, que quando discipulo de Freud, discordou do psicanalista quando este ignorava o histórico do paciente e aplicava suas interpretações como se fossem absolutas e universais. Para Jung, “conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”. É algo que tem faltado no mercado. Almas humanas fazendo design.

Simplificando

É dever do designer se antecipar e se preocupar com questões que o cliente não se preocupa, e criar um ambiente que proporcione possibilidades da melhor experiência possível. A experiência faz parte do resultado do design. Logo, a boa experiência é parte do resultado de um bom design. Porém, cada pessoa tem uma vivência diferente que poderá resultar em experiências diferentes com seu design. É nessa parte que perdemos todo o controle da UX. Ainda bem!

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There are 14 comments. Add yours

  1. 31st maio 2013 | Cássia says: Responder
    Muito bom reforçar pontos sobre algo que vem sido entendido de forma equivocada. Acredito que UX seja na realidade, a junção e dosar com sabedoria esse agrupamento de técnicas de layout, de tipos, cores,formas e ideias sobre um produto. Sempre criando de forma centrada no usuário, assim não haverá erro. A melhor forma de fazer isso é criando uma base sólida de pesquisas sobre o usuário, sobre suas necessidades e incorporar ao projeto. O método de Garrett nos mostra bem isso http://www.raquelcastedo.com/dissertacao/producaoeditorialerevistascientificas/3.1.1.html. Se a base é realmente sólida, sem dúvidas. O design será bem sucedido e a experiência do usuário, seja ela como ele preferir "vivê-la", será boa.
    • 31st maio 2013 | entedi4do says: Responder
      Isso mesmo, Cássia! UX é algo que sempre existiu, e acredito que de alguma forma o Don Norman sentiu a necessidade de chamar a atenção dos designers de web para algo que já existia no design mas estava sendo deixado de lado na Internet. Valeu pela indicação do link
  2. 31st maio 2013 | Hamilton de Oliveira says: Responder
    Sensacional! Muito bem escrito o post, para web-designer formado ali na esquina ver! Estou de acordo com cada ponto dito. Ainda insiro um apêndice do Wollner https://www.youtube.com/watch?v=FsNxAcW4-6Q Muitos esquecem que Design não é desenho, Design é projeto e a area de atuação podem ser as mais diversas, cada uma se involvendo com diversas ciencias (Engenharia, Psicologia, biologia, computação e etc). Frederick van Amstel acho que soma muito com esse post (E esse post com o Dele) http://arquiteturadeinformacao.com/2013/05/26/as-disciplinas-e-as-indisciplinas-de-ux/ De fato UX e Design pra mim é muito mais do mesmo rs.
    • 31st maio 2013 | entedi4do says: Responder
      Obrigado pelos complementos, Hamilton. Sobre "web-designer formado ali na esquina", farei um post só sobre isso analisando outros fatores sintomáticos do mercado em relação a isso. Espero que você possa acompanhar os questionamentos que pretendo trazer e ajudar a criar debates saudáveis :)
  3. 1st junho 2013 | Valeria says: Responder
    Este post vai dar para vários desdobramentos...a experiência do usuário no mundo real e virtual, acessibilidade do usuário web, pensar fora da caixa e aí vai... Vlw!!!
  4. 3rd junho 2013 | Paulo says: Responder
    Se pensar bem, UX é um ramo da ergonomia, só que com o viés computacional. Mas vou polemizar aqui: o que falar de áreas como data inteligence, heat maps, business Intelligence que tentam fornecer dados ao UX para gerar previsões sobre a experiência do usuário baseados em padrões de comportamento. Nesse sentido, discordo da idéia que não é possível controlar a experiência do usuário: a diferença é que com a digitalização das interfaces, veio a capacidade de monitorarmos, a baixo custo, o comportamento humano em tempo real e também de quantificá-lo (big data, data mining, etc). Muito do que achavámos ser um processo essencialmente intuitivo (design), pode se mostrar, na verdade, um processo extremamente dedutivo, na medida que podemos analisar dados, identificar padrões e devolvermos uma interface mais adequada a um tipo de perfil, baseando-se no histórico de comportamento de cada usuário.
    • 3rd junho 2013 | entedi4do says: Responder
      Ótima colocação. Você me obriga a entrar em um questionamento mais filosófico que evitei colocar no texto pra não ficar muito extenso. Mas antes, vou citar o Google. A gigante tem todos os recursos imagináveis pora obter métricas, padrões de comportamento e o escambau. Certo? Mas o G+ ainda não é o que poderia ser em termos de popularidade (pessoas usando de fato). O Facebook, ao contrário, que tem uma interface horrível e usabilidade ruim, ainda é o que mais mentem as pessoas conectadas. Agora, o novo G+ ganhou novos adeptos, mas notei algo curioso: nos EUA vi (não fiz nenhum estudo, apenas observei algumas dezenas de comentarios) muitos comentarios positivos e no BR muitas críticas. Curioso, não? Nâo há um padrão de experiencias e, minha teoria, aponta para diferenças culturais entre os dois países. E é aí que entra a questão filosófica: o que determina um comportamento e uma experienca? Será apenas a ergonomia, o layout, as cores e a usabilidade? Será que os testes generalistas proporcionam o mesmo ambiente em que o usuário do SEU site especificamente usaria o seu site? As mesmas situações de cotidiano? Se eu faço um teste durante o dia (que é o horario em que essas empresas que realizam testes) mas uso durante a madrugada, no silencio, ouvindo um jazz e tomando um vinho... será que o resltado é o mesmo? Até onde a experiencia é exclusivamente provocada pelo design por si próprio?
  5. 5th junho 2013 | Paulo says: Responder
    A questão da popularidade do g+ vai muito além do design e do data intelligence: está na capacidade de viralização de um app, que ao me ver não é uma questão para designers, e sim para marketeiros. Existe um campo do conhecimento chamado netnografia que aborda justamente o que você falou: as questões antroplógicas e culturais sobre comportamento na rede. Concordo com você no ponto de que testes de usuário em condições beta não são um bom parâmetro para medir experiências. Existem ferramentas mais adequadas em que podemos metrificar o usuário no contexto de uso sem q ele saiba: heat maps, até mesmos as ferramentas de métricas nativas do facebook e google. Resumindo: temos as ferramentas para estudar o usuário em seu hábitat natural. E tentando responder a sua questão final: a experiência não está necessariamente no design, mas na percepção das pessoas do que é design. Como controlar essa percepção? Marketing + psicologia + antropologia + sociologia + dados confiáveis.
    • 5th junho 2013 | entedi4do says: Responder
      Eu poderia ficar aqui argumentando que em todos os casos, um a um, sempre vai haver o fator CAOS. O caos não é bagunça, é uma organização descontrolada e que não podemos perceber com nossa mente analítica. Ele é criado por sistemas de auto-gestão por qualquer coletividade (vide as formigas, que individualmente, não tem nenhuma noção das maravilhas que produzem nas profundezas). É esse o ponto que defendo nessa discussão: perca do controle (ou da ilusão de que o temos) e contemplação do caos, sem nos limitarmos a padronizar comportamentos, mas ir além.
  6. 7th junho 2013 | Paulo says: Responder
    Bingo. Mas se nos conformarmos com o caos, e consequentemente com a imprevisibilidade de qualquer atividade humana, não estaríamos também afirmando que o comportamento humano não é objeto de estudo de qualquer visão estruturada e sistemica, neste caso a Ciência? E talvez não estaríamos só reafirmando o que Nietzsche já dizia: que diante do abismo(ou caos) o melhor a fazer a é aceitar a ARTE, não o design, religião ou a ciência, como parâmetros para a experiência estética humana. Acho que John Maeda também compartilhe da mesma visão de Nietzche no artigo abaixo: http://www.wired.com/opinion/2012/09/so-if-designs-no-longer-the-killer-differentiator-what-is/
    • 7th junho 2013 | entedi4do says: Responder
      Creio que não, Paulo, pois há estudos científicos do caos como uma estrutura, como afirmei, não irracional ou sem sentido, mas que não compreendemos por completo. Certa vez li um artigo academico sobre Bauhaus e o estruturalismo/funcionalismo. A autora afirmava que, ao invés da gramatica visual que Kandinsky tentava postular como uma forma de alcançar uma experiencia universal, deveríamos observar as fractais, como a multifacetada experiencia que o caos nos apresenta. Multifacetada, não controlada - fractais são gerados randomicamente, e não temos muito controle sobre o resultado deles - porém com seus padrões a serem estudados e aproveitados :) Show de bola essa discussão! Precisamos fazer um hangout sobre isso. Vou conferir seu link mais tarde.
  7. 9th junho 2013 | Paulo says: Responder
    Interessante o rumo que a discussão tomou, mas meio que descambou da minha proposta original, que era discutir a possibilidade ou não de manipular e sugerir o comportamento humano dentro de interfaces tendo em mãos as ferramentas e os meios mais eficientes (estando eles ou não dentro da disciplina do design). Sempre me interessei sobre arte generativa e fractais. Tanto que foi através do trabalho de designers como próprio John Maeda e Joshua Davis, que adentrei no mundo dos códigos e algoritmos a mais de dez anos atrás, :). Concordo contigo de que devemos estudar os padrões dos fractais, mas mesmo eles são passíveis de algum controle, com base em algum conhecimento matemático e de programação. Aliás toda essa conversa me faz pensar no bom e velho Fibonacci, que talvez ele tenha sido o pai da UXD lá no ano de 1170 d.c. Como você sabe, Fibonacci achou a sequencia estudando padrões da natureza, arte e arquitetura (quer maior exemplo de alguém tentando entender o caos?). Dentro da sequencia de fibonacci está um número que é proporção áurea, número este que talvez muito artistas da renascença achassem que ser o holy grail para provocar encantamento em qualquer espectador. Concluindo: isso prova que a muito tempo tentamos controlar a experiência de quem vê e utiliza, seja ela no design, arte ou qualquer outro tipo de experiência. Acho que urgência do termo User Experiência, se deva principalmente ao fato de que nas ultimas décadas de 90 e 2000, muitos designers e diretores de arte amaravilhados com a tecnologia digital, ignoraram que havia alguém do outro lado, alguém com opiniões e modus operandi completamente divergentes de quem produz o design. Talvez aí a validade do termo, mesmo que modinha, para baixar um pouco os egos e achismos, e nos tornar pessoas mais concientes do outro, procurando facilitar a vida de quem consome o que produzimos.
  8. 10th junho 2013 | Guilherme Gonzalez says: Responder
    Bom, o que tenho a dizer, é, perfeito, é basicamente o que penso sobre Design de Experiência, mas ressalto alguns pontos: 1. Acredito ser possível projetar a experiencia, mas não como é dita hoje em dia, uma verdade universal para todos, o melhor exemplo que temos hoje é a experiência projetada pela Apple Co. é quase unânime em muitos profissionais, mas justamente por não ser unânime, e se analisarmos a história da companhia vemos onde ela não conseguiu conquistar espaço,portanto não é possível dizer que a experiência será a única experiência possivel, para isso serve a construção de Personas quando estamos pensando no projeto, para que pessoas que se encaixem dentro do perfil ou dos perfis (caso seja mais de um) que foi(foram) criado(s) teriam uma experiência próxima da projetada, mas pessoas de outros perfis não pensados e não planejados obviamente irão escapar da curva de aprendizagem esperada, podendo até desgostar do seu projeto. 2. Sim UX se tornou modinha da vez, concordo, assim como design em si é uma modinha, pouquíssimos são Designers de verdade, e menos ainda tem a capacidade de pensar em um projeto e ter a sensibilidade de pensar no UX como um jeito de melhorar seu projeto, analisar e melhorar e continuar melhorando cada vez que refizer as análises de feedback, eu uso UX e seus conceitos para que meus projetos continuem sempre melhorando, mas não preciso de nada muito complicado para isso, só lapis e papel e ouvidos para escutar os usuários, e fazer testes de prototipos com eles, pois o principal de tudo que a UX propõe e que está cada vez mais esquecido pelos (pseudo)profissionais de UX, escutar e analisar o que o USUÁRIO diz e não utilizar de achismos que não levam a um bom projeto e que induzem você a "saber" o que é melhor, e sempre que possível analisar o que ele diz, e surpreendê-lo com algo novo partindo de sua análise do que ele diz. 3. Resumindo: UX é sim algo possível de existir, para isso tem que se estudar muito bem a psico do seu usuário primário, secundário, terciário etc, deve-se estudar a antropologia da região em que eles vivem para saber quais decisões eles tomariam e depois disso fazer inúmeros testes. se preocupar com o que ele sente, vê, cheira, escuta, pega ou seja UX não é apenas interface, e interface não é usabilidade, mas UX é os dois unidos e mais, como estudos psicológicos, antropológicos, analíticos, científicos e etc... não é um wireframe e um testezinho de campo que define uma boa experiência e sim um longo estudo e a constante evolução que levam a isso. 4. UX antes de ter esse nome sempre existiu, usando um exemplo bem simples que aprendi há muito tempo com um professor da faculdade, Uma cadeira sempre foi uma cadeira por mais estilo e grafismo que façamos nela, mas antes de ser uma cadeira era o que? vale refletir.

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